Maria Lisboa

Conta à lenda que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói grego Ulisses,e que tal como Roma o seu povoado foi rodeado por Sete Colinas»»São Jorge,São Vicente,Sant'Ana,Santo André,Chagas,Santa Catarina e Colina São Roque««Tudo isto existe,tudo isto é fado,e não é triste como canta Amália Rodrigues em um de seus Fados.

terça-feira, 16 de Junho de 2009

Turbantes ao "Léu"...


Se política às vezes consegue ser bem complicado numa democracia, no Irã é bem pior.De um lado assim como a imprensa internacional quis colocar temos,progressistas X conservadores,as eleições no Irã ficou completamente “americanizada”,Mir Hossein Mousavi,seguiu os passos de Barak Obama:Foi apoiado pelos jovens,campanha de massa na Internet e Tv,elouquência apurada...E Ahmadinejad,este era,e é visto como o tresloucado presidente atual.A “democracia iraniana”,que mais parece um facismo islâmico de massas,teve o mesmo desfecho das eleições norte-americana de 2000,quem não se lembra do caso Flórida onde teve Al Gore,vice-presidente da gestão Clinton e candidato democrata derrotado por Bush,cogitando a recontagem de votos?E mais uma vez na guerra perde sempre a imprensa.As pressões sobre os jornalistas parecem ter se tornado rotina no Irã desde a vitória-relâmpago de Mahmoud Ahmadinejad,jornalistas têm recebido telefonemas de pessoas se dizendo do Ministério do Interior avisando que não haverá tolerância com eles quando os vistos se encerrarem.As pressões sobre a imprensa internacional são muitas.O presidente Ahmadinejad acusou os jornalistas de intrometerem- se nos assuntos internos do Irã e, assim, projetarem uma imagem negativa do país,esqueceu-se apenas das fotos dos mesmos jornalistas em que o povo aparece apanhando dos Policiais durante os protestos.Fraude eleitoral ou não,quem continua mandando no país é o “Líder Supremo” aiatolá Ali Kamenei ,o presidente é apenas o 2ª elemento,o conflito que hoje é noticiado para a comunidade internacional como sendo o mais violento desde a Revolução Islâmica de 1979 tende a piorar,seja lá qual for o resultado,uma vez que a legitimidade da vitória de Ahmadinejad é só um álibi para camuflar a questão nuclear A parte invisível são os reais bastidores do poder.Jamais,na história da Revolução Islâmica,um líder supremo foi desafiado como ocorreu com aiatolá Ali Kamenei. Muitos no clero ainda não tomaram partido nesta briga.Compreender isso é compreender a chave do que ocorre no país. As ruas apenas refletem o que é, na verdade, um conflito interno do regime.Como sairá desta crise o regime dos aiatolás? Se sair mais frágil ou instável, se sair mais paranóico, também sairá mais perigoso.

2 comentários:

Max disse...

Oi Ana Paulla,

Yah lembro-me bem das eleições de 2000: foram uma vergonha! E olha o resultado de não terem repetido as eleições (nefasto)...

Dizer as palavras democracia e Irão na mesma frase piada: aquele país está longe de ser um democracia; aquilo é uma teocracia tresloucada (mais uma vez se prova que a religião e a política não devem dormir na mesma cama).

Embora o líder número 1 seja o Ayatola, a questão é que as pessoas vão a votos e querem ver o seu voto respeitado - e vamos convir, houve batota (o Ahmadinejad não quer sair do puleiro). Por isso o Povo tem mais é que lutar e fazer barulho!
Está na hora de ser respeitado.

Foi assim que nós atingimos a democracia deste lado: lutámos, morremos, fomos humilhados mas vencemos!

O clero se fôr esperto, anunciará novas eleições; por que se não o fizer...o povo não irá confiar mais nele (e aí já se sabe: a revolução começa a borbulhar).

Excelente artigo, linda :D!

Beijos

CHRISTINA MONTENEGRO disse...

"Não se governa os mortos" (Hannah Arendt).

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